Daqui a 100 Anos: Que Diferença Fará?

Para que as decisões na vida sejam tomadas com sabedoria é preciso ter visão. Visão é a capacidade de ver de longe. Não apenas olhando para o presente, para os interesses imediatos, mas antevendo o futuro, o fim das coisas. Há pessoas que, em suas escolhas, só sabem olhar para o aqui e agora. Esses põem em risco total a sua vida futura.

Mas há exemplos dignos de imitação, também. Vejam, por exemplo, Moisés. Se ele fosse pensar só no interesse imediato, teria ficado no Egito, pois era o herdeiro natural do trono e de todas as riquezas daquele próspero país. Mas ele teve visão do futuro. Levou a sério as orientações de Deus. E preferiu sofrer com o povo de Deus a gozar das fugazes ilusões terrenas. A Bíblia diz que Moisés “ficou firme, como vendo o invisível” (Heb. 11:27, Almeida Revista). Isso quer dizer que ele foi um homem de grande visão, ao tomar a decisão mais séria de sua vida.

Há alguns anos um jornal noticiou fato interessante. Do Egito, deveriam ser despachadas, por navio, algumas múmias de antigos faraós da época de Moisés, para uma exposição científica. Na hora da designação do tipo de mercadoria, para efeito de despacho, os encarregados da alfândega não sabiam em que categoria deveriam classificar aquelas caixas contendo múmias. Até que um dos portuários, com certa dose de humor, resolveu o problema classificando a mercadoria de “bacalhau seco”. Notem a ironia do acontecimento, visto pela perspectiva do tempo: Alguns séculos antes, eram reis poderosos, donos das maiores fortunas da época. Hoje, não passam de “bacalhau seco”. Comparem isso com o destino de Moisés. Moisés abriu mão das vantagens presentes na época, porque teve a visão do futuro. E hoje, Moisés está no Céu, ressuscitado que foi por Deus (Judas 9; Mat. 17:3 e 4).

Vejam como faz diferença a visão correta das coisas, ao tomarmos grandes decisões. E neste ponto sou inclinado a pensar nos jovens da Igreja, porque eles estão na idade das decisões mais importantes, que vão determinar seu destino eterno. E há tantos enganos hoje, tantos convites a decisões erradas! E eu me preocupo se muitos de nossos jovens não estão optando pelo destino do bacalhau. É coisa muito séria desperdiçar a vida que Deus nos deu, e limitá-la a 50 ou 60 anos, quando ela poderia ser eterna, dependendo apenas de uma decisão sábia. Alguém escreveu esta solene reflexão:

Que diferença fará, daqui a 100 anos, se você:

1. …morou numa mansão luxuosa ou numa casinha alugada?

2. …usou roupas com “griffe”, ou compradas em liquidação?

3. …passou as férias na Europa, ou no quintal de sua casa?

4. …comeu peru e filé mignon, ou feijão com farinha?

5. …dormiu em colchão de espuma ou numa esteira rústica?

6. …possuiu o carro último tipo, ou andou de ônibus?

7. …teve empregados às suas ordens, ou recebia ordens de um patrão?

8. …andou sobre tapetes macios, ou em piso de cimento?

9. …freqüentou a alta classe social, ou foi um cidadão comum?

10. …teve 10 milhões no banco, ou viveu sempre em aperturas?

Que diferença fará isso daqui a 100 anos? Nenhuma! Absolutamente nenhuma!
Mas fará muitíssima diferença daqui a 100 anos, se hoje você é um verdadeiro cristão ou um indiferente pecador, mesmo dentro da Igreja; se você está tomando a decisão com Deus, ou com o mundo.
Kelly, um escritor cristão, escreveu o seguinte:


“Os tempos são trágicos demais,
A tristeza de Deus pesada demais,
A noite do homem, escura demais,
A cruz de Cristo, gloriosa demais,
para continuarmos a viver como temos vivido, fora de Sua vontade.”


Por que deixar sempre para amanhã a sua decisão de viver mais perto de Deus e de ser fiel a Ele? Um dia não haverá mais amanhã; então, de que lado você estará?

 
 
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